Enem vai ter a menor concorrência; Mais da metade dos inscritos falta ao 1º dia de prova

Dos 5,7 milhões de inscritos, 51,5% (2.842.332) não compareceram ao exame. Essa é a maior taxa de abstenção da história do exame -na última edição, de 2019, os faltosos representaram 23,7%.

Apesar do alto índice de faltas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, classificou como um sucesso.

“Fico satisfeito com o que fizemos em meio à pandemia, apesar da abstenção”, disse o ministro em entrevista em Brasília na noite deste domingo (17). “Parte [da explicação pela abstenção foi] a dureza e medo da contaminação e parte de um trabalho de mídia contrária ao Enem que foi muito grande”.

Além da alta taxa de faltosos, o segundo Enem realizado sob o governo Jair Bolsonaro (sem partido) foi marcado pela superlotação de salas e o impedimento de candidatos de diversos estados do país para fazer as provas.

Até a publicação deste texto, o governo não informou o que esses barrados poderão fazer.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) insistiu na realização do exame em meio ao avanço da pandemia. Defensorias e procuradorias haviam ingressado com ações judiciais para adiar a aplicação, o que ocorreu somente no Amazonas. Outras duas cidades de Rondônia decidiram pela suspensão.

O argumento do Inep era de que seriam garantidos. O jornal Folha de S.Paulo já havia mostrado que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) não havia garantido que todas as salas de aplicação foram organizadas para receber candidatos até 50% da capacidade dos espaços. A aposta de integrantes do órgão era de que muitos alunos deixariam de ir fazer a prova, o que garantiria baixa ocupação.

Fonte: BN / Foto: Reprodução BBC



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