Alta taxa de ocupação de UTI por COVID-19 na região sudoeste da Bahia preocupa

Em sete meses de pandemia na Bahia, a ocupação de leitos de UTI tem variado nas 9 macrorregiões do estado, que são núcleos regionais de saúde. O sul, que durante meses registrou as maiores ocupações da Bahia, vem apresentando quedas consecutivas. Situação semelhante a do extremo sul, onde a taxa está abaixo de 50%.

Na região leste, onde fica salvador, as taxas vêm caindo mês a mês e, segundo as autoridades da saúde do estado, estão em um patamar de controle, na casa dos 40%. Apesar disso, a ocupação das uti’s segue em alerta. Na regiões sudoeste e oeste, autoridades estão preocupadas com a manutenção de altas taxas de internação.

“Na região leste, nós temos um controle, até a despeito do fechamento de leitos que temos visto, porque precisamos vocacionar leitos de UTI para quem precisa desses leitos como não Covid. Mas, a região sudoeste nos preocupa um pouco mais. E a região oeste, muito também por isso, por conta de romarias, e dessa fase política que estamos vivenciando”, disse subsecretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim.

Na região sudoeste, a preocupação é porque a ocupação das UTIs têm demorado para cair, ficando em uma estabilidade elevada perto dos 70%. E são muitos os flagrantes de aglomerações na região, muitas delas por causa de campanhas políticas. Há flagrantes em Barra do Choça, Itarantim e Ibicoara. Imagens que lembram um carnaval.

Segundo a secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, cidade polo da região, a cidade tem 70 leitos de UTI. A maioria deles ocupados por moradores de municípios vizinhos. A preocupação fica com a circulação de pessoas entre as cidades.

“A gente percebe que essa circulação de pessoas acontece, mesmo porque [Vitória da] Conquista hoje também tem uma policlínica regional, e que há uma circulação de pacientes também vindo para aqui até mesmo por questões de oncologia, de nefrologia, que a gente sabe que paciente precisa fazer diálise. Então, Conquista hoje é uma cidade que recebe muito”, disse Ramona Cerqueira, secretária de Saúde da cidade.

Na região oeste, a situação também se mantém estável, em um patamar superior a 60%. Segundo a secretaria municipal de Barreiras, cidade polo na região, são 40 leitos de UTI na cidade. Vinte e seis deles estão ocupados, sendo 21 moradores de municípios vizinhas.

“Nos municípios vizinhos, que fazem ainda a política de corpo a corpo, as visitas, os comícios, muitas situações que acontecem, nesse momento eleitoral, por óbvio, vai se gerar um aumento nessa taxa de ocupação de leitos”, disse Anderson Vian, secretário de Saúde da cidade.

UTI pediátrica

Na Bahia, uma questão levantada esta semana foi a ocupação dos leitos de UTI pediátrica, que chegou a 74%. De acordo com a secretaria de Saúde, os casos ainda aguardam confirmação se, de fato são covid-19, ou outras síndromes respiratórias.

“A nossa taxa de ocupação que girava em torno de 40 a 44%, hoje ela está mais alta. Mas, com suspeita diagnóstica. A confirmatória em relação à Covid é baixa. Então, são síndromes respiratórias, exatamente como no início da pandemia, onde as pessoas adultas tinham a síndrome respiratória até que se diagnosticasse ou não o quadro de Covid”, disse Tereza Paim.

Saulo voltou a ser um menino cheio de energia, mas deu um susto na mãe. Ele foi diagnosticado com o coronavírus e precisou ficar internado seis dias na UTI. “Respondeu bem ao antibiótico, foi tudo perfeito. Foi de uma maneira bem sublime. Vídeo dele, ele só vai querer cantar uma música porque ele é apaixonado por Saulo, que ele cantava direto lá, que é Agradecer”, contou Bárbara Janaína, mãe do garoto e técnica de enfermagem.

Fonte: G1 / Foto: Reprodução

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